Na última reunião de 2025, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu manter a taxa básica de juros (Selic) em 15% ao ano, com corte de juros para 2026. Para quem acompanha esse cenário de longe, a dúvida é quase automática: isso ajuda ou atrapalha quem quer comprar o primeiro imóvel? E o que muda para quem investe no mercado imobiliário?
No universo da FAJ Empreendimentos, esse movimento conversa diretamente com dois perfis de público. Clientes que buscam sair do aluguel, atendidos pela linha FAJ Realiza e produtos como o Residencial Vernazza, em Catanduva; e os investidores que olham para o imóvel como forma de rentabilizar patrimônio, foco da FAJ Invest, com empreendimentos como o SoHo Square, em São José do Rio Preto.
Embora as motivações sejam diferentes, ambos podem se beneficiar de um ambiente em que o custo de obra desacelera e juros caminham para queda.
Comprar na planta hoje, financiar com juros menores depois
Afinal, quem compra um imóvel na planta não contrata o financiamento imediatamente. Primeiro assina o contrato de compra e venda, paga a entrada e as parcelas durante a obra. Só na entrega das chaves ocorre a fase de contratação do crédito imobiliário com o banco.
Quando o mercado aponta queda de juros ao longo de 2026, o comprador que entra agora tende a viver um cenário favorável. Ele trava o preço de hoje, atravessa a obra com menor pressão de reajustes e contrata o financiamento em um cenário de juros potencialmente mais baixos.
Segundo Fernando Jorge, CEO do Grupo FAJ, esse é um dos pontos mais importantes para quem está saindo do aluguel. “Quando a família compra na planta em um cenário de custos mais comportados e juros em trajetória de queda, ela consegue organizar o bolso com mais clareza. Primeiro garante o imóvel, depois entra no financiamento em um momento em que a taxa tende a ser mais leve do que hoje”, explica.
Para o público da FAJ Realiza, que reúne pessoas em fase de transição de vida, logo, esse ponto é decisivo. A compra do primeiro imóvel deixa de ser apenas um desejo e passa a ser um projeto concreto, inclusive ancorado em números mais previsíveis.
“Nosso olhar é muito voltado para esse momento em que a pessoa decide sair do aluguel e construir uma base”, comenta Fernando. “Quando o cenário econômico permite planejar melhor a parcela e o futuro dos juros, a casa própria vira uma decisão de vida bem estruturada.”
Ponto de entrada estratégico antes da virada do ciclo para o investidor
Para o investidor, juros mais altos costumam significar renda fixa atrativa. Porém, quando o mercado começa a enxergar a queda da Selic no horizonte, o comportamento muda. Aos poucos, parte desse capital migra para ativos reais, como imóveis, em busca de valorização futura e renda de aluguel.
Historicamente, a redução dos juros abre espaço para crédito imobiliário mais barato, aumento da demanda por compra e valorização gradual dos imóveis. Por isso, muitos investidores preferem se posicionar antes da virada de ciclo, quando os preços ainda estão mais estáveis e a concorrência por boas oportunidades é menor.
Na visão de Fernando Jorge, esse movimento interessa diretamente ao investidor. “Quem entra antes da virada do ciclo de juros costuma estar um passo à frente. Ele compra em um momento de preços mais estáveis e se posiciona para capturar a valorização que vem quando o crédito fica mais acessível e a demanda por imóveis aumenta”, reforça.
No caso da FAJ Invest, que trabalha com produtos de alto potencial de locação, esse cenário é especialmente relevante. Mesmo com juros elevados, a demanda por aluguel permanece consistente, o que ajuda a sustentar a rentabilidade. Com a queda da Selic mais à frente, o investidor ainda tende a se beneficiar de valorização adicional do ativo.
Custo de obra, INCC e previsibilidade para quem compra na planta
Além dos juros, outro indicador entra nessa conta: os índices que medem o custo da construção, como o INCC-M. Depois de um período de forte pressão logo após a pandemia de Covid-19, esses custos passaram a mostrar um comportamento mais moderado, o que reduz o impacto dos reajustes sobre o saldo devedor durante a obra.
Quando o INCC-M desacelera, no entanto, o impacto na correção do contrato fica menor. Isso é importante para quem compra para morar e também para quem compra para investir, porque diminui o risco de surpresas no orçamento e torna o valor final a ser financiado mais previsível.
“Do lado de dentro, olhamos muito para custo de obra, índice de construção e planejamento financeiro”, explica o CEO do Grupo FAJ. “Do lado de fora, o cliente talvez não acompanhe esses indicadores, mas sente o resultado quando o saldo devedor cresce menos do que crescia alguns anos atrás.”
Na prática, o ambiente de custos mais controlados combinado à perspectiva de juros menores à frente cria uma janela favorável para adquirir imóveis na planta. Assim, o comprador atravessa a construção com correções mais suaves e tem perspectiva de financiar com taxas mais competitivas no futuro.
Como esse cenário conversa com o cliente da FAJ Empreendimentos
Para as famílias atendidas pela FAJ Realiza, o momento é propício para organizar o orçamento e enxergar o primeiro imóvel como um passo possível, desde que a decisão seja tomada com responsabilidade. O cenário de juros em queda projetada e custos de obra mais comportados reduz a pressão sobre o contrato e ajuda a aproximar a prestação futura do que muitas pessoas já pagam em aluguel.
Para o público da FAJ Invest, que busca solidez e rentabilidade, o contexto abre um ponto de entrada interessante. Dessa forma, é possível escolher produtos bem localizados, com conceito alinhado à nova forma de morar nas cidades, e se posicionar antes do aquecimento mais forte provocado pelo crédito mais barato.
Em ambos os casos, informação e planejamento fazem diferença. Entender como juros, custos e demanda caminham juntos é o primeiro passo. O segundo é avaliar, com calma, qual tipo de projeto conversa com a realidade de cada família ou investidor.
“Acima de tudo, nosso papel é traduzir o contexto econômico em produtos que caibam na vida real das pessoas”, resume Fernando. “Seja para quem quer a chave do primeiro lar, seja para quem busca um patrimônio mais sólido, a ideia é sempre a mesma. Ter planejamento, agir com transparência e responsabilidade em cada decisão.”



